sábado, 27 de novembro de 2010

Sábado branco

Amanheceu tudo branquinho hoje. Fiz até um vídeozinho incrivelmente tosco sobre o acontecimento, que segue abaixo. O dia está cheio de variações: momentos de sol, momentos de neve caindo, momentos de vento soprando forte... clássico de Montreal.
Fui no WalMart pela manhã e arrisquei um caminho novo, pegando o ônibus 37. Andei por áreas até então por mim desconhecidas como o trecho Verdun-Jolicoeur que chega por trás em Angrignon. Bem bonito, cheio de casinhas com fachada em clapboard, que adoro. E é uma região cheia de russos e poloneses, pelo que vi em placas, igrejas e pelos traços de algumas pessoas que entraram no ônibus. Na volta peguei o metrô, e fui brindada com a presença de 4 elegantes senhoras de idade das quais eu não conseguia tirar os olhos. Tão lindas, tão familiares... quando elas começaram a conversar tive a explicação e meu encantamento dobrou: elas falavam russo. Que som gostoso tem esta língua!
Agora vamos voltar ao trabalho que a coisa não é fácil não...

domingo, 31 de outubro de 2010

Já nevou!

Ainda estamos em outubro, em pleno outono teórico, mas... sim, nevou ontem à noite!
O outono aqui em Montreal é normalmente curto, por conta da temperatura que cai bem depressa nesta época, e tudo indica que este ano teremos um inverno daqueles. É aguardar para conferir.
Por agora várias árvores já estão com carinha de inverno, tendo perdido todas as suas folhas.
Setembro a outubro abaixo:


Outono2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Outono em Nova York

Eu não assisti a este filme, mas tive meu pedaço de outono em Nova York há alguns fins de semana atrás.
Conheci apenas Manhattan, e menina... aquilo é grande! E muito, muito movimentado. Milhares de pessoas, entre habitantes locais e turistas, num mar sem fim de agitação e taxis cor de laranja. Falando em taxi, experimentei do melhor ao pior: do negão consciencioso e ultra simpático ao motorista caladão e desonesto vindo do Oriente Médio .
Chegamos no dia em que o Presidente dos Estados Unidos (sim, o próprio! Barack Obama) estava fazendo uma conferência com mais um punhado de gente bam-bam-bam (e bum-bum-bum! também - o Ahmadinejad estava lá!) no prédio das Nações Unidas, por um feliz acaso ao lado do finérrimo hotel em que ficamos hospedados, o Millenium Plaza United Nations Hotel.
Não sei se você reparou acima, mas resolvi deixar este post chique e as palavras-chave podem ser clicadas e direcionadas para sites explicativos e/ou originais e/ou puramente absurdos e divertidos.
Voltando ao assunto... Então, Obama estava lá. E junto com ele toneladas de policiais, cães farejadores e agentes do FBI, com direito a montes de ruas fechadas ao trânsito e necessidade de inspeção dos transeuntes. Muuuuuito legal!! Quem me conhece sabe o quanto eu adoro filmes, seriados, comerciais e até panfletos impressos em papel de enrolar pão que tenham investigação policial/FBI.
Estou um pouco distraída hoje, vamos tentar voltar ao assunto novamente... A chegada em NY foi portanto bem emocionante. As compras por lá também (Macy's, Saks, Filene's, etc). De locais, amei o Metropolitan Museum of Art , a Times Square, o Central Park, Wall Street e o sermão do Rev. Dr. James Cooper na Trinity Church (que aliás podem ser assitidos online em retrospectiva no site da Igreja, no item Worship Webcasts). A igreja é muito bonita, e nossa, o cara sabe fazer um sermão atual, cativante e cristão. Não é aquela coisa chata de alguém ficar lendo algo totalmente monótono que você presta atenção apenas durante os 3 minutos iniciais da leitura. O trecho bíblico em questão no dia em que visitei este lugar incrível foi a respeito de uma das minhas parábolas favoritas: a de Lázaro que comia as migalhas que caíam da mesa do homem rico. O cara (o Reverendo) fez um bate-papo, com referências bíblicas + política, economia, televisão (ele citou o seriado Law and Order num contexto divertido e inteligente)... Enfim, não foi a primeira vez que assiti uma missa excelente nos Estados Unidos. Os cristãos sérios do Brasil têm muito o que aprender... Sinto muita falta de ir a algum lugar assim, que infelizmente ainda não encontrei aqui em Montreal. A maioria dos serviços religiosos aqui são em francês. Tomara que não demore para eu encontrar alguma coisa em inglês. Pode ser de qualquer religião, nem estou sendo exigente hehehehe...
Voltando a viagem para NY (de novo!). Acho que o melhor é dar um pouco mais de detalhes com as fotos. É só clicar no álbum.
Adoro os States! Mas não moraria em Nova York.

NY2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Banco bobo e feio

Não gosto mais do Royal Bank of Canada.
Fui pedir cartão de crédito para eles e eles disseram "não".
Entre os motivos (leia-se = desculpas esfarrapadas) eles citaram: você não é canadense e pode ir embora deixando contas a pagar a qualquer minuto; você é brasileira e o Brasil não está na lista de países confiáveis; você é estudante (subentenda-se = pobre).
Fiquei "p" da vida pois meu amigo Luciano, que também é tudo isso acima como eu (mas tem conta no Banque de Montréal), TEM cartão.
Em resumo:

p.s.: viva o Banco do Brasil!

sábado, 21 de agosto de 2010

Coisas que eu adoro e não adoro de jeito nenhum em Montreal

Vamos começar com as coisas boas... Acho que a maioria tem a ver com comida, como legítima apreciadora da boa mesa (e de porcarias também).

  • Häagen Dazs (sabor Dulce de Leche). Sim, também tem no Brasil, mas aqui custa 5 dólares, e no Brasil quase 20 reais, ou seja, aqui posso me jogar de cabeça e sem dor no bolso.
  • Bagels quentinhos com cream cheese... Por aqui são muito famosos os da Fairmont, e os da St. Viateur.
  • Yogurte de blueberry; geléia de blueberry; tudo de blueberry.
  • Panquecas doces com mapple syrup.


  • Restaurantes no shopping com enorme variedade, grandes porções e bons preços, como por exemplo um prato excelente de origem grega chamado Souvlaki.


  • Claro que não poderia deixar de citar o Poutine! O tradicional é uma porção de batata frita cheia de um queijo branco suave coberta com molho parecido com o madeira. As versões mais elaboradas, que eu prefiro, normalmente tem também carnes diversas. Uma maravilha!


  • Saindo do tópico comida, o transporte público aqui é muito bom.
  • Outra coisa é a segurança; acho mais seguro caminhar por aqui do que por Ribeirão Preto.
  • Há vários parques lindo por aqui, mas um dos mais imperdíveis é o Parc Mont Royal. Conheci-o no inverno, e agora no verão assustei-me com a inacreditável diferença. Absolutamente tudo o que era branco tornou-se verde. Muito bonito! Espero registrá-lo este ano também no outono (que ano passado praticamente não existiu, de tão rápida a transição entre calor e frio).

  • O trabalho. Apesar do clima de concorrência fortíssimo e da alta exigência, é bom estar num lugar onde tenho oportunidade de trabalhar com coisas que mal existem no Brasil.
  • O verão e o outono.

Agora o que é duro de aguentar:

  • Fins de semana. Porque tenho que inventar o que fazer, e ficar absolutamente sozinha o tempo todo não é tão fácil. Normalmente acabo trabalhando, lendo ou vendo seriados no computador. Ou indo a algum supermercado ou shopping. Ou caminhando em algum parque. Ainda não tive disposição para ir conhecer os pontos turísticos da cidade.
  • Os quebecois. Eles são grossos, mal-humorados, não respondem a sorrisos, normalmente só falam francês e te olham com desprezo se você fala em inglês. O restante da população local, como muçulmanos, judeus ortodoxos, indianos e orientais não se mistura muito, e entre eles parecem felizes e conversam em suas próprias línguas. Ao passar por eles sinto-me como uma criatura completamente invisível. Talvez seja apenas o jeito de ser das pessoas... Eu provavelmente estou me sentindo apenas solitária e com "Síndrome do Estrangeiro" ou algo parecido.
  • O inverno. Claro que eu adoro neve, mas passar meses abaixo de zero e com a noite caindo as 3 da tarde não é fácil. Principalmente quando o "abaixo de zero" significa de menos 20 pra pior e com um vento lancinante.
Enfim...